No décimo quinto andar de um dos prédios mais imponentes do centro da cidade, ele via pontinho de pessoas lá embaixo que mais pareciam pequenas formigas.
Sentou-se na poltrona satisfeito por pelo novo emprego, o novo cargo, a chefia.
Apertou um botão num segundo e no outro entrou na sala a secretária, nervosa, mostrando-lhe além de documentos muita disposição e eficiência:
- O senhor gostaria de tomar alguma coisa?
- Sim, por favor. Dê-me uma dose de whisk.
- Er... Não temos whisk – respondeu ela num emaranhar de mãos.
- Então traga conhaque!
- Na verdade nem conhaque, senhor.
Fitando-a por cima dos óculos ele falou impaciente:
- Minha filha, que seja vinho, tequila, cerveja... Qualquer coisa.
- Que tal um suco?
- Se tiver álcool... – respondeu dando com os ombros.
- Justamente, nós não temos álcool!
Foi então que pulou da cadeira assombrado:
- Nem em gel??
[Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Baby, por que a gente é assim?] Por que a gente é assim?, Barão Vermelho
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terça-feira, 10 de julho de 2007
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